
Domingo à noite, depois do prazeroso descanso semanal, olhei o céu noturno de uma beleza imensa. Suspirei… belo… e reconfortante momento de bem-estar.
O jardim da parte leste da casa, em São Paulo, tem uma posição privilegiada do céu, com a mata ao fundo, tanto no amanhecer como no entardecer. E ainda, na lua cheia, fica irresistível no verão.
Quando os sons se calam na noite, dar uma volta no quintal é um hábito na busca pela beleza, especialmente na primavera e no verão intenso e quente.
O céu, repleto de nuvens em tons de cinza escuro e claro, com poucos traços de azul no firmamento, sem dúvida, trazia pinceladas de cores mágicas que inspiram bons pensamentos, nostalgia por outros tempos e o privilégio de estar viva.
Entre duas cidades moram minhas experiências — de beleza e de desconfortos. Na medida em que a idade avança, percebo que me tornei fervorosa observadora das nuances das estações do ano.
As minúcias da natureza e a beleza de gestos humanos naturais de gentilezas, personalidades humanas… me emocionam.
Coisas simples… mas que me tocam de verdade. E as experiências das minhas casas internas sempre estarão comigo — são fundamentais para mim.
Com esse modo de viver, sempre falo para minha amiga sobre o meu “viver híbrido das casas”: entre o tempo e os modos de vida diferentes nas duas cidades.
E tudo isso já dura treze anos — com recompensas prazerosas.
"Se você possui um jardim e uma biblioteca, nada lhe faltará. Tem-se, na verdade, tudo o que é necessário para a vida."— Marco Túlio Cícero (em uma carta a Marco Terêncio Varrão, 46 a.C.)




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